<p>...</p><p>- Você está certo em quase tudo o que disse, claro, Nakamura-<i>senpai</i>... Mas ela não é um estereótipo e também tinha razão em algo. Gastei muito tempo refletindo sobre seus argumentos. Repassei acontecimentos deste último ano, em especial o incidente da excursão de biologia, e...</p><p>- Aquilo não foi um incidente! Foi mais um ACIDENTE, um de seus desastres!</p><p>- Não posso evitar!</p><p>- Não pode evitar o quê? Ser uma desastrada? Vamos!... Se é para dizer algo, fale logo de uma vez!</p><p>- Bem... Todas as minhas reações agressivas, elas eram o oposto do que eu sinto de verdade.</p><p>- Uhmmm?!</p><p>- Nakamura-<i>senpai</i>, me preocupo por você, pelo que parece sofrer quando é tão assediado, pela necessidade que manifesta de estar sempre sozinho, pela dificuldade de expressar seus sentimentos... E, mais do que tudo, descobri... Não! Assumo que gosto de você! Pronto! Disse!</p>\n[[>> Continua|Cap. 21.2.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 21.1.1]]
<p>...</p><p>Saí porta afora furioso! Não olhei para trás. Entrei em casa sem cumprimentar ninguém e fui direto para meu quarto. Ainda pude ouvir minha mãe dizendo algo, mas não entendi e nem me importava. Não queria falar com ela, não queria responder perguntas, nem manter uma cordial conversação familiar de final de noite. Troquei-me e me joguei na cama, olhando para o teto.</p><p>- Que garota mais sem noção! – murmurava para mim mesmo. Aliás, não sei o que se passa na cabeça dessas garotas. Deviam ter mais amor próprio. Como podem viver suas vidas apoiadas em delírios românticos com caras que mal conhecem?... É uma preguiçosa, avoada, sem disciplina nenhuma. Jamais chegará a lugar algum! Eu nunca me interessaria por alguém assim...Desejaria não a ver nunca mais!</p><p>Fechava os olhos no escuro e me parecia ver o seu rosto embaraçado, tentando me contar aquele segredo. Sacudia minha cabeça, procurando afastar a imagem. Voltei a me pegar murmurando meus pensamentos:</p>\n[[>> Continua|Cap. 21.3.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 21.2.1]]
<p>...</p><p>O Natal chegou e, com ele, toda a movimentação em torno aos encontros românticos. Sufoquei meu impulso de me declarar a Nakamura-<i>senpai</i>. Mas, não pude evitar de lhe dar uma pequena lembrança: um saquinho com bombons artesanais.</p><p>- E isso?!? – me perguntou com um ar desconfiado, mas muito sério.</p><p>- Apenas um agradecimento pelo seu tempo e dedicação, Nakamura-<i><div class= "tooltip"> sensei <span class= "tooltiptext"> sufixo de tratamento para professor (usado pela personagem para reconhecer a função que o rapaz estava exercendo junto a ela) </span></div></i>! - respondi dissimulada, sem coragem, ainda, para me declarar.</p><p>As aulas continuaram entremeadas das festividades dos feriados. Nossas famílias pareciam muito integradas, após um ano inteiro de convivência. A relação entre mim e Nakamura-<i>senpai</i>, contudo, se mantinha distante (embora eu às vezes tivesse a impressão de que não estava emocionalmente impressionada sozinha). Apenas, agora, eu sempre encontrava alguma chance para tocar a sua mão, lhe dar algum mimo, puxar uma conversa amigável. Ele recebia todas essas manifestações com sua habitual indiferença. Ao menos era o que eu acreditava...</p><p>No último dia do recesso, na véspera de nosso retorno às aulas, quando ele encerrava suas explicações e se despedia, me ofereci para levá-lo até a porta.</p><p>- Nakamura-<i>senpai</i>, gostaria de lhe dizer algo...</p><p>- Se é sobre as aulas, não tenho duas palavras. Elas continuarão até os exames finais. E você vai conseguir sua aprovação.</p>\n[[>> Continua|Cap. 21.1.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior| 21.\tFinalmente, a coragem para declarar-se. Desilusão e uma porta aberta.]] \n\n
<p>- Como é que é?!? Você acha que eu sofro por causa de assédio? Que quero estar sempre sozinho? Que não consigo expressar meus sentimentos? E se preocupa comigo por isso???!!!! Ora, ora! Isso era o que me faltava!!!! Quanta presunção a sua! Quem é que você acha que é para, em apenas um ano, achar que me conhece tão a fundo? E para cúmulo, acha que gosta de mim?!? O quê? Está apaixonada? É isso?!? Quem está me assediando agora????</p><p>- Por favor... <i><div class= "tooltip"> Gomen nasai <span class= "tooltiptext"> desculpe </span></div></i>! Não posso controlar minha maneira de sentir! Não escolhi gostar de você. Nem estou pedindo nada! [[Só queria lhe dizer como me sinto.| desabafo com Maiara]] Talvez, se você soubesse... bem... talvez pudéssemos ao menos ser amigos...</p><p>- Basta! Você não pode controlar-se? Pois deveria! Não estou interessado nem em você, nem em ninguém! Você me cansa! <div class= "tooltip"> Sayōnara <span class= "tooltiptext"> Adeus </span></div>!</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 21.3]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 21.2]]
<p>...</p><p>A situação ficou ainda mais tensa depois que eu me declarei. Talvez eu não devesse tê-lo feito... Mas, agora que tomei essa decisão, me sinto mais livre, mais leve...</p><p>- Você fez o que, Yukiko-<i>chan</i>? – me perguntou assustada Chihiro.</p><p>- Isso mesmo, Chihiro-<i>chan</i>. Cheguei à conclusão de que você e minha prima tinham razão. Não era normal a minha repulsa por Nakamura-<i>senpai</i>. Além do mais, nessas semanas de aulas particulares pude estar mais tempo perto dele e descobri que... bem... que gostava da companhia.</p><p>- Menina! Isso é que é surpresa!!! Eu achava que havia algo, mas nunca imaginei que você teria coragem de tomar a iniciativa. E agora?</p><p>- Agora? Sinceramente, não sei! Ele mal me olha no rosto quando coincidimos na saída ou chegada de casa, ou nos corredores do colégio. Já faz uma semana que não tenho aulas. Creio que já não as terei. Preciso me concentrar nos estudos...</p><p>- Já falou a respeito com Yamamoto-<i>kun</i>? – me perguntou, então, de repente, minha amiga.</p><p>- Com Yamamoto-<i>kun</i>?!? Por que faria isso? Este é um assunto muito pessoal. Sei que ele é meu amigo, que trabalhamos juntos nos projetos do clube, mas não acho que devesse.</p><p>- Bem, ele se preocupa muito com você, <i>ne</i>?!</p><p>- Certo, mas não é, de qualquer forma, um tema para tornar público. E eu estou bem!</p><p>- Percebe-se!!!! Sua cara tristonha diz tudo!</p>\n[[>> Continua|Cap. 21.4.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 21.3.1]]
<b><h2>Finalmente, a coragem para se declarar. Desilusão e uma porta aberta.</h2></b>\n\n\n<i><small> "Quem não arrisca, não petisca", diz o ditado. O problema é que, em<br> termos de amor, as duas partes têm que se colocar em sintonia...</small></i>\n\n\n<p>As aulas particulares que eu estava recebendo de Nakamura-<i>senpai</i> já duravam duas semanas. Íamos entrar agora em nossas breves férias das festas de final de ano. Eu pensava que teria um descanso, mas meu professor particular me disse que pararíamos apenas nos dias de festividade. Ele fora incumbido de me dar condições de aprovar nos exames finais do segundo ano e não admitiria que eu fosse a razão do seu fracasso. Assim, combinamos quando seriam as aulas nesse período e fui liberada para ajudar minha mãe nos preparativos.</p><p>Eu me sentia tremendamente feliz. Mais a cada dia. Na verdade, a constante proximidade com Nakamura-<i>senpai</i> me havia convencido de que minha prima Maiara tinha razão. De uma forma inusitada eu tinha me apaixonado por ele. Olhava-me no espelho de meu quarto e pensava: não sou diferente das outras garotas do colégio. Caí como elas nos encantos desse indivíduo tão misterioso e arisco, que mal fala com as pessoas e não se relaciona com ninguém.</p><p> Às vezes, durante uma explicação, minha mente derivava e eu só conseguia me fixar nos seus olhos, nos seus lábios se movendo. Nessas ocasiões, nenhuma palavra, nenhum conteúdo entrava em minha cabeça. Era exatamente quando eu levava um peteleco no meio da testa, porque não me dava conta de que ele havia feito uma pergunta e, claro, eu não a respondia.</p><p>- Assim não é possível! Como quer aprovar nos exames se sequer consegue se concentrar e prestar atenção nas explicações mais simples? – reclamava ele.</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Gomen nasai <span class= "tooltiptext"> Desculpe </span></div></i>! – respondia baixinho, meio ruborizada, olhando para o chão.</p> <p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 21.1]]\n
/* Tooltip container */\n.tooltip {\n position: relative;\n display: inline-block;\n border-bottom: 2px dotted blue; /* If you want dots under the hoverable text */\n}\n\n/* Tooltip text */\n.tooltip .tooltiptext {\n visibility: hidden;\n width: 120px;\n background-color: #555;\n color: #fff;\n text-align: center;\n padding: 5px 0;\n border-radius: 6px;\n\n /* Position the tooltip text */\n position: absolute;\n z-index: 1;\n bottom: 125%;\n left: 50%;\n margin-left: -60px;\n\n /* Fade in tooltip */\n opacity: 0;\n transition: opacity 0.3s;\n}\n\n/* Tooltip arrow */\n.tooltip .tooltiptext::after {\n content: "";\n position: absolute;\n top: 100%;\n left: 50%;\n margin-left: -5px;\n border-width: 5px;\n border-style: solid;\n border-color: #555 transparent transparent transparent;\n}\n\n/* Show the tooltip text when you mouse over the tooltip container */\n.tooltip:hover .tooltiptext {\n visibility: visible;\n opacity: 1;\n}\n
<p>- <i><div class= "tooltip"> Iie <span class= "tooltiptext"> Não </span></div></i>... não é isso... Queria lhe comentar uma coisa... Eu tive uma conversa com Maiara, quando ela esteve aqui...</p><p>- Maiara <i><div class= "tooltip"> ka <span class= "tooltiptext"> partícula indicativa de pergunta </span></div></i>?</p><p>- Minha prima brasileira, sabe?!</p><p>-Ah, sim... me lembro. Mas isso já faz quase um ano!!! – assombrou-se ele. E o que tem ela?</p><p>- Bem... Ela apresentou uma avaliação muito peculiar sobre nossa (como direi?) relação.</p><p>- Relação? Do que você está falando? Não temos nenhuma relação. Sua família mora na casa alugada onde viviam meus avós, que pertence à minha família e que está num terreno contíguo ao de minha casa. Estudamos no mesmo colégio, mas em níveis diferentes. Estou lhe dando aulas porque assim me pediu minha mãe, como, pelo que entendi, um favor à sua. ...Além disso, o que há a considerar? Que ideias malucas teve sua prima? Creio que, mesmo sendo filha de um japonês, ela é estrangeira e não entende nada de nossos costumes e modos de ver o mundo. Deve ser bem o estereótipo que circula sobre as brasileiras...– completou com desdém.</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 21.2]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 21.1]]
<p>...</p><p>É... Ela gosta mesmo muito de mim! Já está recebendo galanteios em público de Yamamoto-<i>san</i>! <i>Tsch</i>! Quem se importa? Ela pode se apaixonar e ter uma relação com quem desejar. Em breve já nem estarei aqui para vê-la todo o tempo. E, se consigo ir logo para a universidade, será perfeito! Ela é muito descontrolada, nunca serviria para mim...Quem poderia viver imerso em tamanho caos?...</p><p>As aulas terminaram por hoje, vou direto para casa. Estou cansado, estranhamente cansado... Deve ser pelo esforço de tirar aquela garota da cabeça. Não sei por que isso não some da minha mente, por que a frase sem sentido dela fica voltando e voltando sempre à minha memória: “E, mais do que tudo, descobri... Não! Assumo que gosto de você!”...</p><p>... Ah, essa não! Pensei que havia saído cedo! Lá está ela logo à frente. Não terei como evitá-la. O que faço? O que lhe digo (ou não lhe digo)?</p><p>Aproximei-me e fui dizendo a primeira coisa que me veio à mente:</p><p>- Hayashi-<i>san</i>. As aulas começam às 19 horas. Não se atrase. Darei as explicações na minha casa a partir de hoje! – falei e passei por ela direto, sem a olhar, sem virar a cabeça.</p><p>- [[Como?!?... Nakamura-<i>senpai</i>|Maiara, as coisas mudaram]]...</p><p>Foi apenas o que ouvi. E intuí, pelo tom de sua voz, uma perplexidade e...seria contentamento?!? Não quis, nem queria confirmá-lo!</p>\n\n[[Voltar ao início do Capítulo| 21.\tFinalmente, a coragem para declarar-se. Desilusão e uma porta aberta.]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 21.4.1]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Voltar ao Início|Start]]
Uma visita veio de longe. Excitação, novidades e uma provocação.\n\nRevelações inconvenientes. Olhares estrangeiros podem, também, perceber muito.\n\nDois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.\n\nAcidentes acontecem... Oportunidades de ser herói e heroína.\n\n[[Finalmente, a coragem para se declarar. Desilusão e uma porta aberta.| 21.\tFinalmente, a coragem para declarar-se. Desilusão e uma porta aberta.]]\n\nSeparados por uma pequena diferença de idade. Alívio ou conflito?\n\nUm momento difícil. O congelamento de um sonho.\n\nAbrem-se portas. Retomam-se sonhos.\n\nMudam-se caminhos. Reinventam-se relações.\n\nEstar para sempre ao seu lado. O fio que levou ao fim do labirinto.\n\nPais de novo. Nasce Kazumi.\n\nNão se combatem as forças da natureza. Uma vida de amor ameaçada.\n\nNossas vidas são como desenhos em um caleidoscópio. A recuperação de Yukiko.\n\nEpílogo. Fecha-se o círculo.\n\n\nIntertextualidades em Caleidoscópio\n\n\n[[<<Retorna à página anterior do Sumário|Sumário]]\n\n[[<<Voltar ao Início|Start]]
<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>
\t\t<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>\n\t\t\t\t\t\t\t<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>\n\n\n <img src="imagens/capa-caleidoscopio.png" alt="Protagonistas diante de cenário da ponte <i>Rainbow</i> na baía de Tokyo e a imagem do caleidosópio.">\n\n\n<p>Esta história é minha pequena homenagem aos criadores japoneses de <i>manga</i> e <i>anime</i>, cuja arte atravessa fronteiras e delicia pessoas de todo o mundo.</p><p>Dedico, também, com carinho, o romance <i>Caleidoscópio</i> a duas amigas, Nícia e Chizu. Espero que eu tenha conseguido refletir respeitosamente um pouco de sua cultura e raízes, mesmo que com um saborzinho brasileiro.</p>\n\n[[Ir para "Finalmente, a coragem para se declarar... | 21.\tFinalmente, a coragem para declarar-se. Desilusão e uma porta aberta.]]\n\n[[Notas importantes|Nota importante]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<p>- Vamos mudar de assunto, sim?!</p><p>- Mudar de assunto? E sobre o que vocês falavam mesmo? E sobre o que falaremos? – perguntou Yamamoto-<i>kun</i> sorridente.</p><p>- Nada de importante! Coisas de garotas. Deixa pra lá! – falei.</p><p>- Você anda com uma nuvem sobre a cabeça, Yukiko-<i>chan</i>! Prometo alegrá-la de hoje até as provas finais! Faço um juramento solene de honra!!! – falou isso, se ajoelhando aos meus pés e dando uma piscadela.</p><p>Com o canto do olhar, pude ver Nakamura-<i>senpai</i> cruzando o corredor. Ele olhava para mim. (Olhava mesmo?!?) E parecia mais sisudo do que o normal. Por um minuto, cheguei a pensar que vinha em minha direção. Terei, contudo, imaginado...</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 21.5]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 21.4]] \n\n
<b><h2>Notas importantes</h2></b>\n<ul type="square">\n<li>Antes que você comece a leitura, gostaria de explicar que os nomes dos personagens do romance estão apresentados segundo a estrutura da língua japonesa. Ou seja: primeiro aparecem os sobrenomes, depois os nomes. Sendo assim, nossos protagonistas, por exemplo, são os jovens: Nakamura Akira e Hayashi Yukiko. Ele, Akira, é o filho mais velho da família Nakamura; ela, Yukiko, a filha mais velha da família Hayashi.<br>Esta opção foi feita para ajudar a criar o clima do drama, nos aproximando um pouquinho mais da cultura e da língua japonesas. O mesmo explica a presença de várias palavras, em especial formas de tratamento e saudações, em japonês ao longo do texto. A única ressalva, aqui, é que foi usado o nosso alfabeto para representar a estrutura fonética desses vocábulos, não os silabários ou ideogramas próprios desse idioma.</li><br>\n<li>A língua japonesa tem vogais que soam mais longas e isso faz diferença em palavras que se escrevam igual e cuja única distinção seja entre uma vogal normal e outra longa. Por exemplo, é o que observamos entre <i>“obaasan”</i> (avó) e <i>“obasan”</i> (tia). Quando transpomos os caracteres japoneses (os silabários <i>hiragana</i> ou <i>katakana</i>) para nosso alfabeto (<i>rōmaji</i>) há formas distintas de marcar essa diferença. Uma delas, talvez a mais simples, é repetir a vogal que se pronuncia de forma mais longa. Foi o que se viu no exemplo anterior, o de <i>“obaasan”</i>. <br>Acontece que, no caso das palavras com “o” longo, o caractere do silabário japonês que se acrescenta à sílaba com a vogal longa é o equivalente ao “u”. Por isso, é comum vermos outra forma de representação com "ou", por exemplo, como em <i>“arigatou”</i> (obrigado). O problema é que isso não deve ser pronunciado como um ditongo “ou”, mas apenas como “oo”.<br>Numa terceira e última forma de representação, até para evitar a tendência errada de pronunciar “o” longo como “ou”, podemos usar um sinal sobre o “o” chamado <i>macron</i> (um tracinho horizontal sobre a vogal e que indica alongamento de sua pronúncia). Esta foi a nossa opção para representar o “o” longo em nossa história. Por isso, quando virem uma palavra como <i>otōsan</i> (pai), leiam <i>“otoosan”</i>, certo?!</li>\n<li>As fotos, vídeos e imagens presentes nos <i>links</i> do romance <i>Caleidoscópio</i> fazem parte desta obra hipertextual e multissemiótica e são, em geral, de minha criação. As imagens de adolescentes, típicas de <i>anime</i>, usadas na composição do <i>folder</i> e da ilustração de abertura, foram adquiridas, com licença plena de uso, na Unity Asset Store e editadas por mim para compor as imagens finais. Agradeço a W. Leite pela elaboração e cessão do vídeo do caleidoscópio, no <i>link</i> do penúltimo capítulo.</li></ul>\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Ir para "Finalmente, a coragem para se declarar... | 21.\tFinalmente, a coragem para declarar-se. Desilusão e uma porta aberta.]]
\n<img src="imagens/celular-flip-da-Yukiko.jpg" alt="Imagem do celular de Yukiko coma mensagem de Maiara">\n\n. Maiara! Não sei por que fui dar ouvidos a você!!!! (;_;)\n\n. O que houve, Yukiko-<i>chan</i>?!?! (‘_’)\n\n. Fui ouvir você e, um pouco antes do regresso às aulas, me declarei a Nakamura-<i>senpai</i>!\n\n. Ora, ora!... Mas isso é ótimo!!! (*-*)\n\n. Ótimo?!? Foi um desastre total! (-_-;) \n Estraguei tudo! Ele agora não quer nem me ver pintada!!!! (;o;)\n E ele tinha razão: você não entende nossa cultura! Não nos entende!!!! \n\n. Lamento por você, <i><div class= "tooltip"> itoko <span class= "tooltiptext"> prima </span></div></i>!... (!_!) ... \n Mas, sinceramente, acho que isso ainda não acabou!\n\n. Como assim?!? Você não entendeu? (~o~) Ele me detesta e não quer mais me ver!\n Eu estava tão feliz, tendo aulas com ele todos os dias... (; _ ;)\n\n. Yukiko-<i>chan</i>, ouça o que lhe digo... Eu percebi algo nele quando olhava para você. Isso ainda não acabou! (-_o)\n\n\n\n[[<< Retoma a leitura do capítulo|Cap. 21.2.1]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<p>- Interessar-me por ela... - aquilo não me saía da cabeça, não sei por quê. Eu nunca tinha me interessado por ninguém. E via colegas namorando.</p><p> - <i>Tsch</i>!!! Besteira! – continuei meu monólogo sussurrado.- Só serve para complicar a vida, com presentes, telefonemas, cartas, coisas assim... Totalmente <i>non sense</i>. Perda de tempo! Um dia, quando a hora chegar, eu provavelmente terei que assumir a empresa do meu pai. Se tiver sorte, conseguirei dar outro rumo à minha vida e chegar a me tornar médico. E, claro, em ambos os casos, acabarei tendo uma esposa que me acompanhe, como minha mãe acompanha meu pai. ...</p><p>...<i>Iie</i>! Não parece ser assim com eles. Parece haver algo mais, um olhar, uns gestos... Lembro-me como ele a olhou com doçura quando meu avô expulsou meu tio de casa e ela chorou...</p><p><i>Tsch</i>!!! Tolice! Isso é coisa para vender <i>manga</i> barato, para satisfazer corações de garotas perdedoras e caras que não têm futuro! Aliás, Hayashi-<i>san</i> bem que poderia usar isso em um de seus <i>manga</i>!</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 21.4]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 21.3]] \n\n
<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>
<img src="imagens/celular-flip-da-Yukiko.jpg" alt="Imagem do celular de Yukiko coma mensagem de Maiara">\n\n. Maiara-<i>chan</i>!!!! Você não pode adivinhar o que me aconteceu hoje!!!... *(^o^)*\n\n. Uhnnn... Pelo <i>emoticon</i>, já posso até imaginar! Akira-<i>san</i> a pediu em casamento!!! (-_o)\n\n. Maiara! Fala sério!!!! <i><div class= "tooltip"> Iie <span class= "tooltiptext"> Não </span></div></i>! (‘_’)\n Mas, hoje, ele voltou a me dar aulas!\n\n. (O_O) ...\n Assim?!? Do nada?\n\n. Bem... (._.) \n ...Eu estava, no final da aula, conversando com meus colegas e Yamamoto-<i>kun</i>, para me animar, fez aquelas palhaçadas de costume, se ajoelhando aos meus pés... Pensei que Nakamura-<i>senpai</i> vinha falar comigo, mas tomou outro caminho.\n\n. Tomou, é?!? (n_n) ...\n\n. Pois é... Mas, na rua, ele me alcançou e, simplesmente, avisou que retomaríamos as aulas. (o_O)\n\n. E que tal foi???... \n\n. A aula?!? ... Bem!\n\n. Aula, Yukiko?!? E eu lá me interesso pela aula????!!!!!\n\n. Bem... (._.) \n ...Ele foi frio e seco como sempre... Mas... talvez...\n Sei lá!!! \n Mas o que importa é que eu estou muito feliz! (^o^)\n\n. Querida <i><div class= "tooltip"> itoko <span class= "tooltiptext"> prima </span></div></i>, este é o primeiro passo! Escreva o que lhe digo...\n\n[[<< Retoma a leitura do capítulo|Cap. 21.5]]\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<b><h2>SUMÁRIO</h2></b>\n\n\n[[Início|Start]]\n\n"Palavras da autora"\n\nEra uma vez... uma introdução. A narradora se intromete na história.\n\nDespertando de uma longa noite. Aqui começa (?) a história.\n\nCafé da manhã em família... E ausência.\n\nNasce Akira. A chave para uma mudança.\n\nLindo brilho da aurora. A pequena Kemi-<i>chan</i> vem ao mundo.\n\nMudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história.\n\nDesafios e enfrentamentos. Início da odisseia escolar em Tokyo.\n\nQue garoto estranho!!!! Começa a nascer uma atração.\n\nPrimeiras impressões de Nakamura-<i>kun</i>. Ela é uma garota irritante!\n\nDifícil ignorar o que se insinua constantemente. Alguns incidentes que despertaram a mente de Nakamura-<i>kun</i> para Yukiko.\n\nNova mudança. O que já anda ruim pode ficar pior?\n\nNão é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...\n\nUm trimestre de tensão. Volta das férias de verão e a caminho da mudança.\n\nMudança e enfrentamento. Começa a aproximação de Akira e Yukiko.\n\n“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.\n\nEfeitos da mudança. Algo realmente está começando a se alterar.\n\n[[>> Continua|Sumário b]]\n