<img src="imagens/terceira-carta-Yukiko.jpg" alt="Carta de Yukiko para Akira escrita em dezembro, próximo às festas de final de ano.">\n\n\n[[<< Retorna à página anterior|segunda carta]]\n\n[[<< Retoma a leitura do capítulo| 24.\tAbrem-se portas. Retomam-se sonhos.]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
\n<img src="imagens/celular-flip-da-Yukiko.jpg" alt="Imagem do celular de Yukiko coma mensagem de Maiara">\n\n. Como a gente faz, Maiara-<i>chan</i>, para não magoar alguém de quem a gente gosta, mas que tem sentimentos diferentes dos nossos?\n\n. De quem você está falando, Yukiko? Que história é essa agora?\n\n. Lembra-se de Yamamoto-<i>kun</i>, aquele meu colega de colégio que acabou indo para a faculdade comigo?\n\n. Aquele que tinha uma quedinha por você?!?\n\n. Como assim, “quedinha”????\n\n. Ué?!? Você não tinha percebido ainda????!!!!! (o_O)\n\n. Não! Infelizmente, não!\n\n. Meio tontinha, você, <i>ne</i>?!\n\n. Não seja tão cruel!... (>o<)\n Pois então... Lembra-se daquele bolinho que ganhei no primeiro Natal na propriedade dos Nakamura? Eu lhe contei a respeito!\n\n. Sim... agora que você fala nisso... O que tem ele?!?\n\n. Pois... Foi ele quem me deu!\n\n. Yamamoto-kun?! (O_O)\n\n. Ele mesmo! E tive que lhe dizer que não o amo... (._.)\n\n. Claro, porque ama incorrigivelmente o tonto do Akira, que não enxerga um palmo diante do nariz!\n\n. Aff, Maiara! Você é bem dura com Nakamura-<i>senpai</i>! (>o<)\n\n. Deixa pra lá! ... E daí?!?\n\n. Tive que lhe dizer a verdade. Ele parece que entendeu, mas eu agora não sei como encará-lo de novo...\n\n. Por favor, <i><div class= "tooltip"> itoko <span class= "tooltiptext"> prima </span></div></i>!!! Ele é grandinho! A diferença é que ele tentou. Arriscou e perdeu! Mas a vida continua.\n Melhor do que o seu príncipe encantado, que parece insistir em negar a realidade...\n\n\n[[<< Retoma a leitura do capítulo|Cap. 24.6]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n
<img src="imagens/segunda-carta-Yukiko.jpg" alt="Carta de Yukiko para Akira escrita em agosto, no início das férias de verão.">\n\n[[>>Continua|terceira carta]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|primeira carta]]\n\n[[<< Retoma a leitura do capítulo| 24.\tAbrem-se portas. Retomam-se sonhos.]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
\t\t<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>\n\t\t\t\t\t\t\t<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>\n\n\n <img src="imagens/capa-caleidoscopio.png" alt="Protagonistas diante de cenário da ponte <i>Rainbow</i> na baía de Tokyo e a imagem do caleidosópio.">\n\n\n<p>Esta história é minha pequena homenagem aos criadores japoneses de <i>manga</i> e <i>anime</i>, cuja arte atravessa fronteiras e delicia pessoas de todo o mundo.</p><p>Dedico, também, com carinho, o romance <i>Caleidoscópio</i> a duas amigas, Nícia e Chizu. Espero que eu tenha conseguido refletir respeitosamente um pouco de sua cultura e raízes, mesmo que com um saborzinho brasileiro.</p>\n\n[[Ir para "Abrem-se portas..." | 24.\tAbrem-se portas. Retomam-se sonhos.]]\n\n[[Notas importantes|Nota importante]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
Uma visita veio de longe. Excitação, novidades e uma provocação.\n\nRevelações inconvenientes. Olhares estrangeiros podem, também, perceber muito.\n\nDois trimestres tumultuados. Entre rechaços, aproximações e estudo.\n\nAcidentes acontecem... Oportunidades de ser herói e heroína.\n\n\nFinalmente, a coragem para se declarar. Desilusão e uma porta aberta.\n\nSeparados por uma pequena diferença de idade. Alívio ou conflito?\n\nUm momento difícil. O congelamento de um sonho.\n\n[[Abrem-se portas. Retomam-se sonhos. | 24.\tAbrem-se portas. Retomam-se sonhos.]] \n\nMudam-se caminhos. Reinventam-se relações.\n\nEstar para sempre ao seu lado. O fio que levou ao fim do labirinto.\n\nPais de novo. Nasce Kazumi.\n\nNão se combatem as forças da natureza. Uma vida de amor ameaçada.\n\nNossas vidas são como desenhos em um caleidoscópio. A recuperação de Yukiko.\n\nEpílogo. Fecha-se o círculo.\n\n\nIntertextualidades em Caleidoscópio\n\n\n[[<<Retorna à página anterior do Sumário|Sumário]]\n\n[[<<Voltar ao Início|Start]]
<b><h2>Notas importantes</h2></b>\n<ul type="square">\n<li>Antes que você comece a leitura, gostaria de explicar que os nomes dos personagens do romance estão apresentados segundo a estrutura da língua japonesa. Ou seja: primeiro aparecem os sobrenomes, depois os nomes. Sendo assim, nossos protagonistas, por exemplo, são os jovens: Nakamura Akira e Hayashi Yukiko. Ele, Akira, é o filho mais velho da família Nakamura; ela, Yukiko, a filha mais velha da família Hayashi.<br>Esta opção foi feita para ajudar a criar o clima do drama, nos aproximando um pouquinho mais da cultura e da língua japonesas. O mesmo explica a presença de várias palavras, em especial formas de tratamento e saudações, em japonês ao longo do texto. A única ressalva, aqui, é que foi usado o nosso alfabeto para representar a estrutura fonética desses vocábulos, não os silabários ou ideogramas próprios desse idioma.</li><br>\n<li>A língua japonesa tem vogais que soam mais longas e isso faz diferença em palavras que se escrevam igual e cuja única distinção seja entre uma vogal normal e outra longa. Por exemplo, é o que observamos entre <i>“obaasan”</i> (avó) e <i>“obasan”</i> (tia). Quando transpomos os caracteres japoneses (os silabários <i>hiragana</i> ou <i>katakana</i>) para nosso alfabeto (<i>rōmaji</i>) há formas distintas de marcar essa diferença. Uma delas, talvez a mais simples, é repetir a vogal que se pronuncia de forma mais longa. Foi o que se viu no exemplo anterior, o de <i>“obaasan”</i>. <br>Acontece que, no caso das palavras com “o” longo, o caractere do silabário japonês que se acrescenta à sílaba com a vogal longa é o equivalente ao “u”. Por isso, é comum vermos outra forma de representação com "ou", por exemplo, como em <i>“arigatou”</i> (obrigado). O problema é que isso não deve ser pronunciado como um ditongo “ou”, mas apenas como “oo”.<br>Numa terceira e última forma de representação, até para evitar a tendência errada de pronunciar “o” longo como “ou”, podemos usar um sinal sobre o “o” chamado <i>macron</i> (um tracinho horizontal sobre a vogal e que indica alongamento de sua pronúncia). Esta foi a nossa opção para representar o “o” longo em nossa história. Por isso, quando virem uma palavra como <i>otōsan</i> (pai), leiam <i>“otoosan”</i>, certo?!</li>\n<li>As fotos, vídeos e imagens presentes nos <i>links</i> do romance <i>Caleidoscópio</i> fazem parte desta obra hipertextual e multissemiótica e são, em geral, de minha criação. As imagens de adolescentes, típicas de <i>anime</i>, usadas na composição do <i>folder</i> e da ilustração de abertura, foram adquiridas, com licença plena de uso, na Unity Asset Store e editadas por mim para compor as imagens finais. Agradeço a W. Leite pela elaboração e cessão do vídeo do caleidoscópio, no <i>link</i> do penúltimo capítulo.</li></ul>\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Ir para "Abrem-se portas..." | 24.\tAbrem-se portas. Retomam-se sonhos.]]
<b><h2>SUMÁRIO</h2></b>\n\n\n[[Início|Start]]\n\n"Palavras da autora"\n\nEra uma vez... uma introdução. A narradora se intromete na história.\n\nDespertando de uma longa noite. Aqui começa (?) a história.\n\nCafé da manhã em família... E ausência.\n\nNasce Akira. A chave para uma mudança.\n\nLindo brilho da aurora. A pequena Kemi-<i>chan</i> vem ao mundo.\n\nMudança de vida é pouco! Yukiko introduz sua versão da história.\n\nDesafios e enfrentamentos. Início da odisseia escolar em Tokyo.\n\nQue garoto estranho!!!! Começa a nascer uma atração.\n\nPrimeiras impressões de Nakamura-<i>kun</i>. Ela é uma garota irritante!\n\nDifícil ignorar o que se insinua constantemente. Alguns incidentes que despertaram a mente de Nakamura-<i>kun</i> para Yukiko.\n\nNova mudança. O que já anda ruim pode ficar pior?\n\nNão é possível!!! Quando o destino nos prega a maior das peças...\n\nUm trimestre de tensão. Volta das férias de verão e a caminho da mudança.\n\nMudança e enfrentamento. Começa a aproximação de Akira e Yukiko.\n\n“O prego que se sobressai é o primeiro ser martelado”. Desvelando um pouco do misterioso Akira.\n\nEfeitos da mudança. Algo realmente está começando a se alterar.\n\n[[>> Continua|Sumário b]]
/* Tooltip container */\n.tooltip {\n position: relative;\n display: inline-block;\n border-bottom: 2px dotted blue; /* If you want dots under the hoverable text */\n}\n\n/* Tooltip text */\n.tooltip .tooltiptext {\n visibility: hidden;\n width: 120px;\n background-color: #555;\n color: #fff;\n text-align: center;\n padding: 5px 0;\n border-radius: 6px;\n\n /* Position the tooltip text */\n position: absolute;\n z-index: 1;\n bottom: 125%;\n left: 50%;\n margin-left: -60px;\n\n /* Fade in tooltip */\n opacity: 0;\n transition: opacity 0.3s;\n}\n\n/* Tooltip arrow */\n.tooltip .tooltiptext::after {\n content: "";\n position: absolute;\n top: 100%;\n left: 50%;\n margin-left: -5px;\n border-width: 5px;\n border-style: solid;\n border-color: #555 transparent transparent transparent;\n}\n\n/* Show the tooltip text when you mouse over the tooltip container */\n.tooltip:hover .tooltiptext {\n visibility: visible;\n opacity: 1;\n}\n
<i><font size=+1>Cristina Vergnano</font></i>
\n<img src="imagens/primeira-carta-Yukiko.jpg" alt="Carta de Yukiko para Akira escrita em maio, um mês depois de sua viagem.">\n\n[[>>Continua|segunda carta]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|minhas cartas de amor]]\n\n[[<< Retoma a leitura do capítulo| 24.\tAbrem-se portas. Retomam-se sonhos.]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<p>- Como assim, sempre esteve ao meu lado e sempre estará? Ninguém sabe os rumos da vida. Podemos seguir caminhos diferentes e...</p><p>- Você ainda não percebeu, não é, Yukiko-<i>chan</i>?!? Lembra-se do admirador secreto? Do presente que ganhou no seu primeiro Natal em Tokyo, sem identificação?</p><p>- <i>Hai</i>... Agora que você tocou no assunto, sim! Era um bolinho com um morango no topo... Mas como você foi se lembrar disso agora? Faz tanto tempo!!!</p><p>- Recordo-me porque fui eu quem lhe mandou o presente. E, se você quiser, estarei sempre ao seu lado!</p><p>- Ah, Yamamoto-<i>kun</i>!!!! – lamentei, sinceramente. – Você me conhece bem, <i>ne</i>?!? Sabe o que sinto, sabe de quem gosto, mesmo sem que eu lhe tivesse contado. Para mim você será sempre um grande amigo.</p><p>- Bem, Yukiko-<i>chan</i>... Eu precisava tentar. Sabia, contudo, qual seria sua resposta. Não sei se seus sonhos com aquele ali darão certo algum dia. Arrisco, no entanto, dizer que ele sente mais do que quer demonstrar... infelizmente para mim.</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 24.6]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 24.5]]\n
<p>- Como assim?!?... Ainda?!?</p><p>- Ora, Yukiko-<i>chan</i>, você acha que eu sou cego ou surdo? Isso é história antiga, não é mesmo? Ele sabe?</p><p>Senti-me totalmente encabulada. Eu nunca havia tocado no assunto com Yamamoto-<i>kun</i>. De modo que acreditava que ele não soubesse de nada. Poderia até ter tido alguma suspeita, mas seu tom de voz era de certeza e recriminação.</p><p>- Bem... <i>hai</i>... Falei-lhe uma vez.</p><p>- E ele a ignorou, estou certo?!</p><p>- <i><div class= "tooltip"> Ha-hai <span class= "tooltiptext"> Si-sim </span></div></i>... mas estávamos nos dando melhor quando ele teve que viajar...</p><p>- Mentira!– ele rebateu.</p><p>Yamamoto-<i>kun</i> ia continuar, mas Nakamura-<i>senpai</i>, que nos havia visto, chegou próximo a nós.</p>\n[[>> Continua|Cap. 24.5]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 24.4]]\n
<p>- Ela vai ter facilidade de adaptação, seguramente. Não só porque sempre sonhou em escrever e desenhar <i>manga</i>, mas porque terá um rosto amigo e conhecido estudando com ela – comentou minha mãe no final da conversa.</p><p>- Ah, sim?!? – perguntei tentando aparentar desinteresse.</p><p>- Pois é, <i><div class= "tooltip"> oniichan <span class= "tooltiptext"> irmão mais velho (com tratamento íntimo e carinhoso) </span></div></i> – se intrometeu Hikaru. - Aquele colega gozado dela, o tal Yamamoto-<i>san</i>, vai estudar Artes também!</p><p>Aquilo me bateu como um soco. Aquele cara de novo?!? Na certa agora viria por aqui com frequência. Nosso último encontro ainda estava na minha memória. Ele tentou ser sarcástico, mas eu lhe dei um troco adequado.</p><p>Ao que parecia, eu havia caído na teia daquela garota. Tinha voltado para casa, de certa forma, com uma expectativa, antecipando encontrá-la. Isso ainda não havia ocorrido, mas, em vista da minha reação, suponho que o desejava. E agora, isso!</p><p>Sentiria ela ainda o mesmo por mim depois de um ano inteiro de distância? Não tínhamos conseguido nos ver, salvo algum esbarrão ocasional e rápido quando eu vim a Tokyo para ver minha mãe e trazer documentos e informes para meu pai. Tudo o que eu tinha na memória era nossa última noite antes de minha viagem, no jardim de areia, à luz da lua...</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 24.2]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 24.1]]\n
<b><h2>Abrem-se portas. Retomam-se sonhos.</h2></b>\n\n\n<i><small> “Quem é teimoso não sonha outro sonho, não.”</small></i><small> (canção: <i>Roupa nova</i>, de Milton Nascimento)</small>\n\n\n<p>Meu último ano do segundo grau passou voando. Ao que parece, a ausência de Nakamura-<i>senpai</i> no colégio afastava conflitos e distrações de minha mente. Só quando eu estava em casa, quando olhava aquele território comum, particular e sabia que ele não estava, percebia um aperto no coração. Nesses momentos, desejava que minha família nunca tivesse saído de nossa vila. Mas, logo em seguida, afastava esse pensamento e me dava conta de que, ao contrário, tudo o que eu queria era ter podido sair antes, encontrá-lo antes e descobrir uma forma de tocá-lo para que ele sentisse um pouco como eu.</p><p>Pensando nisso, [[escrevia montões de cartas para Nakamura-<i>senpai</i>|minhas cartas de amor]], falando sobre o meu amor, lhe oferecendo apoio para superar o congelamento de seu sonho, a distância da família... Nunca cheguei a enviar nenhuma, contudo. Guardava-as numa gaveta, atadas com uma fita azul, até (quem sabe?) um dia...</p><p>Continuei não sendo uma aluna brilhante, mas fui capaz de concluir o curso com aproveitamento satisfatório e alcançar uma vaga numa boa universidade para estudar Artes. Chihiro-<i>chan</i> havia optado por estudos de computação. Já Yamamoto-<i>kun</i> iria estudar novamente comigo, enfocando a parte de cinema e <i>anime</i> no curso de Artes. Quanto a mim, eu teria minha chance de desenvolver as habilidades para me tornar autora de <i>manga</i>, finalmente.</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 24.1]]
\n<img src="imagens/maco-cartas-Yukiko.jpg" alt="Maço de envelopes de cartas de Yukiko para Akira, nunca enviadas">\n\n[[>>Continua: cartas|primeira carta]]\n\n[[<< Retoma a leitura do capítulo| 24.\tAbrem-se portas. Retomam-se sonhos.]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]
<b><h2>Caleidoscópio: fragmentos coloridos de vida</h2></b>
<p>...</p><p>A faculdade de Artes era magnífica! As experiências que eu estava tendo, o contato com obras artísticas, os laboratórios de criação, as técnicas que estava aprendendo, o uso das mais modernas tecnologias a serviço da arte... Era tudo novo e fantástico!</p><p>Passávamos o dia na faculdade, aproveitando tudo o que ela tinha a oferecer. Éramos também muito mais livres. Vivíamos um tempo de experimentação, de convivência. Com estudo, sim, porém, bem mais solto, despreocupado. Enfim... uma lacuna de liberdade e auto expressão antes de entrarmos definitivamente na vida adulta e nas responsabilidades do mundo do trabalho.</p><p>Além de Yamamoto-<i>kun</i>, eu fazia parte de um grupo composto por duas moças – Chiba Atsuko, Go Asuka - e mais dois rapazes – Kobayashi Minato, Hayata Hiro. Éramos muito unidos e mantínhamos uma saudável camaradagem, compartilhando diversos projetos.</p><p>Mais ou menos no final do segundo trimestre, depois de terminadas as aulas do dia, nos despedimos e Yamamoto-<i>kun</i> se ofereceu para me acompanhar até em casa. Fomos numa conversa bastante animada sobre as atividades das quais havíamos participado, nossos erros e acertos. Quando estávamos próximos ao portão, vimos chegar Nakamura-<i>senpai</i>.</p>\n[[>> Continua|Cap. 24.4]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 24.2]]\n
<p>...</p><p>Pela manhã, soube por Hikaru, que tinha vindo se encontrar com meu irmão, que Nakamura-<i>senpai</i> ia regressar e retomaria seu curso de medicina. Fiquei tão feliz!... Era ótimo que ele pudesse, por fim, trilhar o caminho profissional que havia escolhido para si.</p><p>Mas, claro, também era maravilhoso tê-lo por perto novamente!!! Pena que não tinha conseguido vê-lo. Agora, porém, ficaria mais fácil. Estávamos ambos em Tokyo e voltávamos a ser vizinhos.</p><p>Será que ele ainda se lembrava de mim? A última vez que tive a oportunidade de lhe falar foi à luz da lua, logo antes de ele deixar a universidade para ajudar Nakamura-<i>sama</i> e viajar. Como se recordaria de mim? Lembraria daquela noite?...</p><p>...</p>\n[[>> Continua|Cap. 24.3]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 24.1.1]]\n\n
<p>...</p><p>Vim num fim de semana a Tokyo, para visitar a família e dar ao meu pai notícias mais detalhadas do avanço dos trabalhos. Estava quase tudo bem encaminhado. A empresa tinha voltado a operar com força quase total e as coisas corriam satisfatoriamente. Eu esperava poder retomar minha carreira de medicina no próximo ano letivo, com a permissão de meu pai.</p><p>Ele me recebeu muito bem, animado e satisfeito com os resultados do último ano. Conversamos e ele me informou que acreditava que o mais correto era eu voltar para casa, ir à universidade e destrancar minha matrícula, assumindo o curso que tanto queria, no próximo mês de abril. Isso me alegrou bastante. Foi, na verdade, um jantar de comemoração. O ano do pesadelo havia passado e as coisas retornariam aos seus trilhos.</p><p>Ao terminar a comida, minha mãe, me dando um informe completo dos últimos meses, comentou que Yukiko havia sido aprovada e tinha conseguido uma vaga no curso de Artes. Secretamente, fiquei feliz por ela. Era o seu sonho. E ela, com certeza, devia ter dado duro ao longo do ano para obter esse bom resultado, sem ajuda externa.</p>\n[[>> Continua|Cap. 24.1.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior| 24.\tAbrem-se portas. Retomam-se sonhos.]]
<p>...</p><p>[[O incidente daquela noite com Yamamoto-<i>kun</i> criou um certo desconforto|Desvendando o admirador secreto]], mas não tão sério que nos impedisse de continuar trabalhando e estudando juntos. O grupo, ademais, tornava mais fácil a convivência. Logo, tudo retomou sua rotina normal. E vimos o final de nosso primeiro ano como universitários, com grandes projetos e perspectivas.</p><p>Quanto a Nakamura-<i>senpai</i>, nos víamos ocasionalmente no portão da propriedade. Ele estava sempre muito ocupado com seus cursos, estudo, seminários e congressos. Parecia, porém, mais atento a mim. (Ou seria um delírio da minha parte, surgido de meu desejo de que assim o fosse?) Por alguma razão, inclusive, apareceu uma ou outra vez pela faculdade de Artes. Apresentava desculpas estranhas, ou, simplesmente, não dizia nada. Agia como se estivesse só de passagem para algum outro lugar.</p><p>A distância entre nós ainda era protocolar, mas havia nuances novas em seu comportamento. E isso ficava mais evidente sempre que eu era acompanhada por Yamamoto-<i>kun</i> ou por outro de meus colegas masculinos, em especial Kobayashi-<i>san</i> e Hayata-<i>san</i>, bem mais chegados que quaisquer outros. Nessas ocasiões a polidez praticamente desaparecia de Nakamura-<i>senpai</i>. Sua atitude era cáustica e cortante.</p>\n\n[[Voltar ao início do Capítulo| 24.\tAbrem-se portas. Retomam-se sonhos.]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 24.5]]\n\n[[Ir para o Sumário|Sumário]]\n\n[[Voltar ao Início|Start]]
<p>- Ah! Com que então, conseguiram sair do colégio! Mas não mudaram muito, não é?! Continuam juntos. Ainda projetando <i>manga</i> e <i>anime</i>????</p><p>- Na verdade, Nakamura-<i>senpai</i>, sim, estamos juntos! Eu sempre estive e sempre estarei com Yukiko-<i>chan</i>. Por quê? Algum problema? – se vangloriou Yamamoto-<i>kun</i>, me puxando pelo braço.</p><p>- Problema, eu?... <i><div class= "tooltip"> Iie <span class= "tooltiptext"> Não </span></div></i>! Quem talvez tenha algum é você e nem se dê conta... Com licença!- e, dizendo isso, se afastou de nós, em direção à sua casa.</p><p>Estranhei a atitude de Nakamura-<i>senpai</i>. Ele foi cortante como sempre, mas parecia estar enviando uma mensagem a Yamamoto-<i>kun</i>. O que seria de fato?!? Também me surpreendeu a afirmação de meu colega e amigo de longa data. Voltei-me para ele, assim que Nakamura nos deixou e perguntei:</p>\n[[>> Continua|Cap. 24.5.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 24.4.1]]
<p>-Ah! Ele voltou, finalmente! Você não me havia contado, Yukiko-<i>chan</i>...– disse Yamamoto-<i>kun</i> num tom baixo e arrastado de voz.</p><p>- Não?! Bem, tem sido um período tão atribulado... Devo ter me esquecido.</p><p>- Pouco provável... Até porque, houve todo o período de férias de verão para você descansar e se lembrar de novidades para nos contar.</p><p>- <i>Ne</i>... Yamamoto-<i>kun</i>... A família dele viajou no verão. Fomos convidados a acompanhá-los, mas meu pai tinha muito trabalho com a tal pesquisa e parece que não achou conveniente abusar da hospitalidade deles. Afinal, não temos tanta renda quanto eles, agora que a empresa de Nakamura-<i>sama</i> está funcionando com força total de novo. Praticamente não vi Nakamura-<i>senpai</i> desde sua volta. O curso de medicina demanda muito esforço e, nas férias, estávamos em lugares diferentes. Minha mãe, Yoshi e eu fomos visitar nossa família na vila.</p><p>- Entendo... Você ainda gosta dele? – me perguntou de supetão, com ar sério.</p>\n[[>> Continua|Cap. 24.4.1]]\n\n[[<< Retorna à página anterior|Cap. 24.3]]