Calendário do Advento Publicado em 02/12/2021 Por Cristina Vergnano Por: Cristina Vergnano Anualmente nesta época, uma expectativa parece encher pessoas e lugares. Aumenta o calor (em nosso país e hemisfério, bem entendido!) e as cigarras cantam de forma mais intensa. Eu costumo dizer que o ar tem perfume de abacaxi, porque, quando criança, essa fruta não era comum em qualquer estação, intensificando-se justo nos meses de fim da primavera e do verão, mais doces e aromáticos. Era quando estavam sempre presentes lá em casa; daí a lembrança infantil. Nas ruas, surgem as luzes e os enfeites natalinos. Dois eventos, então, marcavam (e ainda marcam) este período: a proximidade das férias e a preparação para as festas de final de ano. O Natal é uma festa religiosa, memória do nascimento de Jesus, da vinda de Deus feito homem para estar em nosso meio. Como tal, deveria revestir-se de atividade espiritual e sentimentos fraternos. Claro, nem todos são cristãos e, portanto, não comungam dessa crença. Ainda assim, paz, amor e boa vontade são compatíveis com qualquer um e podem transformar-se em ideal comum, permeando atitudes e iniciativas entre as pessoas, independente do credo. Isso seria ótimo, pois promoveria um movimento capaz de nos irmanar e construir uma realidade melhor (ou, ao menos, nos inspirar a tal). Acontece, porém, que também acaba sendo uma excelente oportunidade de negócios e vendas. Nesse sentido, infelizmente, a perspectiva comercial se avoluma e absorve o caráter religioso da festividade, dando-lhe um tom bem mais profano. O afã pelas compras, pela aquisição de um pouco de tudo, para si ou como presente para outros, desvia o foco dos olhares e mentes. Jesus acaba em último plano, inclusive entre alguns cristãos. A publicidade tem importante papel nesse movimento, pois existe para seduzir e o consegue com grande maestria. Que fique claro: não me oponho aos presentes, ao clima de festa, às comidas gostosas. Apenas destaco o fato, lamentando não deixarmos, em meio às seduções consumistas, o espaço devido para a essência do acontecimento comemorado. Para os que acreditam, é o cumprimento de uma promessa de amor: Deus conosco. Para os não crentes, mas que se importam, é uma época de solidariedade, de fomentar a paz e a compreensão. Bem… neste ano de 2021, ouvi por duas vezes um termo até então desconhecido para mim: “calendário do advento”. Primeiro, numa loja de perfumes, sabonetes e cosméticos, num produto criado para a ocasião. Depois, numa comédia romântica com temática natalina. Chamou minha atenção, porque, como católica, sempre seguimos uma liturgia específica no Advento. Eu, contudo, não sabia do tal calendário. Esse tempo litúrgico ocorre nas quatro semanas que antecedem o Natal, um período de alegre expectativa e preparação para esse grande evento a ser rememorado. Pinheiro com bolas e estrela, de isopor coloridos com tinta acrílica, para funcionar como calendário do Advento. Na dúvida, fui procurar referências para o termo e descobri ser um costume dos luteranos, os quais faziam (ou ainda fazem) a contagem regressiva para a festa. Também vi um blog com propostas educativas utilizando a ideia, a fim de diminuir a ansiedade e o consumismo, em especial, entre crianças. Achei muito interessante e decidi criar minha própria versão. Vi que alguns usam uma casinha de madeira com números nas portas e janelas, um para cada dia antecedendo o Natal. Também há a tabela convencional de calendário ou uns saquinhos numerados pendurados em algum lugar de destaque. Em todos os casos, sempre há objetos significativos para a data, pensamentos ou atividades que remetem a essa reflexão própria do tempo natalino. Meu marido sugeriu que eu construísse um pinheiro estilizado de isopor, cujas bolinhas teriam atrás um papel com as mensagens impressas, para serem lidas diariamente. Achei ótimo e passei do projeto à execução: um presente para dois de meus sobrinhos. Apenas decidi marcar só os dias do mês de dezembro, não os vinte e oito que compõem as quatro semanas do Advento, para facilitar tanto a confecção quanto a referência para as crianças ainda pequenas. Penso que cada pessoa, caso se interesse, pode e deve elaborar sua versão do calendário, enfatizando elementos os quais lhe pareçam mais relevantes ou necessários àqueles que o utilizarão. No final, importa o princípio: estímulo à fraternidade, à reflexão, à espiritualidade (seja da crença que for). Visualizações: 3.763 Compartilhe! Digicrônicas calendário do AdventoNatal
Feliz aniversário, mamãe! Publicado em 07/05/202007/05/2020 Por: Cristina Vergnano Hoje, são 07 de maio de 2020… Há exatos 89 anos, aproximadamente uns 5 meses antes da inauguração da imagem do Cristo Redentor sobre o Corcovado, no Rio de Janeiro, nascia minha mãe. Uma data importante, digna de comemorar, até porque, quem nascia em 1931 tinha uma… Compartilhe! Leia mais
Gente que escreve: uma homenagem às escritoras e aos escritores pelo seu dia Publicado em 29/07/202229/07/2022 Por: Cristina Vergnano 25 de julho, entre outras datas comemorativas, é o Dia do Escritor. Sempre me questiono sobre o valor dessas celebrações. Em parte, devido a reconhecer nelas um subjacente, ou mesmo explícito, interesse comercial (embora, cá entre nós, ache essa motivação fraca no caso dos escritores). Mas também… Compartilhe! Leia mais
Doce nostalgia e um pertencimento que fica gravado no ser Publicado em 16/11/202016/11/2020 Por: Cristina Vergnano No dia 11 de novembro de 2020, fui convidada pela atual diretora do Instituto de Letras da UERJ (ILE), Janaína Cardoso, a participar da recepção aos novos professores que, após longo tempo, foram efetivados. O evento seria no dia seguinte, todo on-line, claro, dada a pandemia. Três… Compartilhe! Leia mais
Oi, Jake! Pois é… trata-se de um cheiro, em geral, meramente afetivo. Apesar de que, quando vamos à feira ou a um hortifruti, abacaxis em profusão podem, sim, deixar esse perfume no ar. Quanto ao calendário, aproveite!!!! Bjs. Acesse para responder