Ir para o conteúdo
Tecendo o verbo
Tecendo o verbo

A palavra criativa em versão hipertextual

  • Pra começo de conversa
  • Quem sou eu
  • Seções
    • Digicrônicas
    • Opinião bit a bit
    • Hipercontos
    • Narrativas breves on-line
    • Web-papo
    • Folhetim virtual
    • Garotada Tec
    • Projeto Crianças na quarentena
  • Novidades
  • ToV Interativo
    • Outras vozes
    • Outros pensamentos
  • Grupo Traçando
    • Traçando para o mundo
    • Só entre nós
    • Documentos do Traçando
  • Políticas do ToV
    • Política de privacidade
    • Política de uso do blog
    • Política de publicação de outras autoras e autores no ToV
Tecendo o verbo
Tecendo o verbo

A palavra criativa em versão hipertextual

Siga-me

Parabéns, meu Rio!

Publicado em 01/03/2024 Por Cristina Vergnano

Por: Cristina Vergnano

De vez em quando, nesta época do ano, algum veículo de comunicação nos recorda que muitas pessoas, inclusive cariocas, nem se dão conta de que primeiro de março é o dia do aniversário do Rio de Janeiro. Hoje, nossa cidade completa exatos 459 anos. O motivo de tal lapso se deve, provavelmente, a que os aniversários dos municípios costumam ser feriados. No caso da Cidade Maravilhosa, contudo, este ocorre em 20 de janeiro, dia do seu padroeiro, São Sebastião. Não há como, segundo a legislação brasileira, manter o feriado em ambas as datas. Sendo assim, só nos resta encontrar formas de celebrar, mesmo sem termos o dia de descanso. Gastemos, então, um tempinho para lembrar e comemorar.

Não sabia, até começar a escrever, se houve, como era praxe, o tradicional bolo na rua da Carioca. Por isso, dei uma pesquisada e descobri que a festa aconteceu, sim, mas no Cristo Redentor.  Além do parabéns, houve uma missa de ação de graças celebrada pelo cardeal-arcebispo Dom Orani. E, de qualquer maneira, embora em outro local, a Sociedade Amigos da Rua da Carioca e Adjacências também participou, com a entrega de troféus “O mais carioca de todos”.

O título de Cidade Maravilhosa é, por vezes, polêmico. Por um lado, fazendo eco com o ufanismo de seu hino (aquele que ressalta seu cognome já no título e fecha os bailes de carnaval), turistas se encantam com suas belezas naturais, carnaval, festividade de ano novo, alegria e amabilidade do povo. Por outro, não é possível ignorar as dificuldades inerentes a uma grande metrópole, assolada por problemas de desigualdade social, limitações na infraestrutura e criminalidade. Somos um espaço de contrastes.

Qualquer um com algum senso crítico saberá reconhecer nossas deficiências e lamentá-las. Quando ao nosso alcance, lutamos para minimizá-las. No entanto, ter em mente as carências não significa rejeitar o que há de positivo na nossa terra. Ao contrário, pode ser um incentivo à luta por melhorias.

Uma colega fez uma postagem, recentemente, lembrando que temos a tendência de colocar sob holofotes as más notícias. Parece que tal “pessimismo” de fato impera. Ou, dito de outra forma, tragédias vendem mais. Por diversas vezes, ponderei que a maldade, o crime e a corrupção são grandes, porém, creio eu, não absolutos ou majoritários. Apenas aparecem com maior destaque e sombreiam o lado bom das coisas e das pessoas. Será desta forma com São Sebastião do Rio de Janeiro (este, a propósito, o nome completo da cidade a qual chamamos carinhosa e intimamente só de “Rio”). Se abrirmos os olhos do sonho, da arte, do coração, conseguiremos enxergar as praias, as montanhas, a variada flora e fauna, a luminosidade, a música, a literatura, a criatividade, a capacidade de driblar situações adversas e se reinventar, os centros de educação e de pesquisa. Somos plurais e, nesta maravilha, coexistem o belo e o problemático.

A cidade nasceu como um projeto de proteção contra invasores estrangeiros, naquele momento específico do século XVI, os franceses alojados numa ilha na baía de Guanabara. Foi capital do país no período colonial, substituindo Salvador, no vice-reinado, no império e na república. Após a criação de Brasília, tornou-se cidade-estado: Rio de Janeiro, capital da Guanabara. Por fim, após a fusão, passou a capital do estado do Rio de Janeiro. Isso lhe dá um caráter curioso, pois em diferentes gerações de uma determinada família, os nascidos num mesmo território, se identificam com distintas naturalidades. Alguém pode ter uma bisavó nascida na capital do império, uma avó no distrito federal, uma mãe na Guanabara e ser filha da capital do estado fluminense. Todas cariocas, todas do mesmo solo, compartilhando raízes comuns e realidades em constante mutação.

Se a metrópole nos engole e angustia com suas mazelas, fazendo-nos desejar lugares mais amenos e sossegados, também nos enfeitiça com certo fascínio, nos prende a ela e nos dá orgulho de sermos cariocas. Por isso, Rio, cantamos parabéns pra você!

Visualizações: 89
Compartilhe!
Digicrônicas aniversário do Rio de JaneiroCidade Maravilhosa

Navegação de Post

Postagem anterior
Próxima postagem

Postagens relacionadas

Feliz aniversário, mamãe!

Publicado em 07/05/202007/05/2020

Por: Cristina Vergnano Hoje, são 07 de maio de 2020… Há exatos 89 anos, aproximadamente uns 5 meses antes da inauguração da imagem do Cristo Redentor sobre o Corcovado, no Rio de Janeiro, nascia minha mãe. Uma data importante, digna de comemorar, até porque, quem nascia em 1931 tinha uma…

Compartilhe!
Leia mais

Reminiscências

Publicado em 01/10/202101/10/2021

Por: Cristina Vergnano “Ai, no meu tempo…” Quem, com mais de 40 anos, nunca se pegou dizendo essa frase? Tal saudosismo não costuma corresponder de fato à realidade, mas ser uma leitura. A questão, eu diria, é que as reminiscências tendem a enviesar nossa perspectiva sobre o mundo, os fatos…

Compartilhe!
Leia mais

Dor das lágrimas antecipadas

Publicado em 18/09/201918/09/2019

Por: Cristina Vergnano Meu respeito, carinho e solidariedade às vítimas do incêndio do Badim e suas famílias. No início da noite do dia 12 de setembro de 2019, numa pequena rua no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, próximo ao Colégio Militar, ouviram-se sirenes de ambulância. Depois, ruídos de…

Compartilhe!
Leia mais

Comentários (2)

  1. johnsoarescunha disse:
    02/03/2024 às 15:40

    Belíssima e merecida homenagem à nossa querida cidade do Rio de Janeiro! Orgulhosamente, cariocas, e só nós podemos falar mal de nossa metrópole purgatório da beleza e do caos.
    Viva nosso aniversariante e parabéns pela reflexão, prezada Cristina Vergnano!
    🙂

    Acesse para responder
    1. Cristina Vergnano disse:
      02/03/2024 às 16:29

      Obrigada pelo comentário e pelo apoio à crônica. De fato, nós, cariocas de nascimento, ou os que se deixaram adotar pelo Rio, conseguimos sentir e amar a cidade, tendo claras suas muitas contradições e seus gigantescos problemas. É até algo curioso:um lugar que nos deixa incomodados, em certa medida, às vezes, com vontade de partir, mas, ao mesmo tempo, nos acolhe e dá orgulho. Nisso reside, creio eu, a justeza do epíteto. Há maravilha no caos. Grande abraço.

      Acesse para responder

Deixe um comentário Cancelar resposta

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

Acessar o site

  • Cadastre-se
  • Acessar
  • Mapa do site

Postagens recentes

  • Encanto lunar
  • Nós em vídeo # 60
  • Ata da quinquagésima nona reunião do Grupo Traçando
  • Ata da quinquagésima oitava reunião do Grupo Traçando
  • Nós em vídeo # 59

Comentários

  • Cristina Vergnano em A palavra tecida faz aniversário
  • Ale Ramos em A palavra tecida faz aniversário
  • Cristina Vergnano em Tempo que flui
  • JakM em Tempo que flui
  • Cristina Vergnano em Por falar em docentes…

Arquivos

Categorias

©2026 Tecendo o verbo Tema WordPress por SuperbThemes