Pollyannices

Vivemos na era da informação, certo?! A todo o momento, nos chegam notícias, informações e mensagens de todas as partes, de diferentes pessoas. Infelizmente, muitas são fake! Isso mesmo: lorotas, tretas, mentiras deslavadas!!! E outra grande parte são tragédias, notícias ruins e deprimentes.

Alguns dirão que, afinal de contas, não podemos viver alienados, de costas aos acontecimentos. Mas, parece ser que, na verdade, a catástrofe é um ótimo negócio. Vende muito e, por isso, precisa ser estimulada, difundida, compartilhada. Quem já não presenciou a triste (e, eu diria, doentia) cena das selfies diante de um acidente de trânsito grave, de uma enchente, ou de vítima de bala perdida?!?

No domingo, dia 17 de novembro, recebi um link para um artigo curioso – “A ciência constata: nada é material, tudo é vibração…” (https://cidapereira01.wordpress.com/2016/08/17/a-ciencia-constata-nada-e-material-tudo-e-vibracao/ ). O artigo é um pouco antiguinho, de 2016. Mas voltou a aparecer no site “penso positivo” (https://pensopositivo.com.br/a-ciencia-constata-nada-e-material-tudo-e-vibracao/ ) em julho deste ano. Em resumo (muito resumidinho), fala das experiências de Gregg Braden, um autor norte-americano da literatura da consciência. Este autor, que mexe com ciência, espiritualidade e potencial humano, defende que os sentimentos alteram nosso DNA. Na verdade, parte da postagem em questão apoia-se nas teorias da física quântica, que afirmam que somos energia e nos conectamos por meio da vibração. Portanto, se pensamos positivo e nos envolvemos em um ambiente leve e feliz, nosso DNA responde positivamente. Caso contrário…

E é esse caso contrário que parece estar na raiz de muitos dos nossos problemas modernos: estresse, depressão, ansiedade, angústia, mau humor, irritabilidade, derrotismo etc. Se considerarmos que nossa sociedade é formada por mestres do passa-repassa e que grande quantidade do compartilhado tem carga negativa, talvez esse cenário conturbado se explique em parte e faça eco com as tais pesquisas de Braden. Uma psicóloga conhecida minha acrescentou, também, que, nos estudos  de cognição, afirma-se que para cada má notícia, pensamento, ou experiência negativos são necessárias 10 ideias/sensações positivas para rebatê-los. Não confirmei cientificamente a informação, mas acho que ela faz bastante sentido…

Pensando nessas coisas, lembrei-me de uns livros infanto-juvenis, o primeiro deles de 1913, da autora Eleanor H. Porter: Pollyanna e Pollyanna moça. E olha que eu nem gostava muito, pois achava incrivelmente surrealista a menina órfã que fazia o “Jogo do Contente” e via sempre o lado positivo e feliz em tudo. O fato é que, refletindo sobre esta nossa realidade atual, talvez estejamos mesmo precisando de algum “Jogo do Contente” e de “correntes do bem” (confiram o filme A corrente do bem, um drama norte-americano de 2000, com o ator Haley Joel Osment).

Decidi aproveitar a oportunidade e criar as “Pollyanices”. Isso mesmo!… “pollyanices” como  em: criancices, crendices, meninices etc. Pensei-as inspiradas nessas propostas da literatura e do cinema norte-americanos, mas também na ideia das Greguerías de Ramón Gomez de la Serna (https://educacao.uol.com.br/disciplinas/espanhol/literatura-de-vanguarda-greguerias-ramon-gomez-de-la-serna.htm ). Serão textos-frases-mensagens, sempre positivas, que passarei a postar no Twitter do Tecendo o verbo (https://twitter.com/tecendo_o_verbo ), com a maior frequência possível. A premissa é de que podemos nos acostumar a receber doses diárias e homeopáticas de positividade e repassá-las para, num tipo de corrente, começar a influenciar favoravelmente nosso DNA, por assim dizer.

Isso não significa que eu seja adepta de uma visão romântica sobre o mundo. A realidade muitas vezes é bem dura e precisamos agir para melhorá-la. No entanto, creio que negativismo não tem ajudado e que consumir desgraças e violência, tampouco!

Não custa tentar!!!! … Siga-me nessa onda!!!

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