Quando é que um veículo não é veículo?… Quando é bicicleta! Publicado em 10/12/201910/12/2019 Por Cristina Vergnano Por: Cristina Vergnano Na primeira semana de dezembro, tivemos, de novo, uma triste notícia no jornal da tarde: mais um ciclista morria atropelado, desta vez em Botafogo, atingido por um ônibus. Segundo a jornalista, o motorista não parou para prestar socorro porque não percebeu o incidente. Também foi levantada a hipótese de que o ciclista teria, talvez, avançado o sinal. É um fato deveras lamentável que, em meio a tanta promoção de transportes mais ecológicos e que, além disso, promovem o exercício físico de quem os utiliza, se verifiquem tantas ocorrências fatais, ou com ferimentos. As ameaças causadas por assaltos são uma preocupação adicional e um fator que denigre a opção pela bicicleta como forma de locomoção urbana. Uno-me a todos os que lamentam a perda dessa vida e de tantas outras em circunstâncias similares. Não resta dúvida de que falta muito para que consigamos o almejado status de uma metrópole ecologicamente correta e amigável no quesito transporte ciclístico. Seria necessário levar a sério a implementação de uma ampla rede de ciclovias por toda a cidade (e não de algumas poucas pistas, várias das quais começam no nada e acabam sem aviso), de estacionamentos seguros para as bicicletas e de policiamento que garantisse o ir e vir sem riscos para os seus usuários. No entanto, lamentavelmente também, precisamos reconhecer que hoje a inserção das bicicletas carrega vícios por parte de muitos de seus usuários que prejudicam outras parcelas da população. Eu diria que falta uma educação cívica, de respeito aos demais, de entendimento de que bicicletas são, sim, veículos, embora não motorizados. E, como tal, devem seguir certas regras. Ao lado de tragédias como a do ciclista morto por atropelamento no início deste dezembro, temos pedestres igualmente atropelados ou, ao menos, acuados pelas bicicletas. Estas trafegam, em muitas ocasiões, desavergonhadamente sobre as calçadas. (Embora eu até ache que, às vezes, é a única opção segura para seus usuários espremidos por motoristas agressivos, esses poderiam, pelo menos, andar devagar e respeitar aqueles que têm prioridade nas calçadas: os pedestres.) Além deste problema, os ciclistas avançam sinais, como se esses não existissem, ou não fossem para eles. E, para completar, andam na contramão. Ou seja, o pedestre que atravessa na faixa precisa, agora, vigiar se não há alguma bicicleta decidindo continuar como se não houvesse um sinal vermelho indicando-lhe que pare. Precisa, igualmente, olhar para ambos os lados: da mão e da contramão, pois nunca sabe de onde poderá surgir esse veículo de duas rodas, movido à tração humana, mas que, definitivamente, não parece ser considerado como tal: um veículo. Enfim… dessa triste situação da morte do ciclista, nos nasce a certeza de que todos, motoristas, motociclistas (esses são outro capítulo da complicação urbana), ciclistas e pedestres, precisamos trilhar um longo caminho em direção à civilidade. Pensar no direito do outro antes de tudo; colocar-se no seu lugar e refletir, por um instante, sobre como cada um se sentiria se certas coisas acontecessem consigo… Essas podem ser condutas necessárias e urgentes para que possamos coexistir em harmonia. Que nossa cidade seja mesmo mais ecológica, mais humana, mais solidária e que o prazer de caminhar, correr, andar de bicicleta ou dirigir seja isso: um grande prazer… Mas que seja sempre e, acima de tudo, pacífico e equânime. Visualizações: 984 Compartilhe! Opinião
E por falar em Natal Publicado em 24/12/202226/12/2022 Por: Cristina Vergnano Esta é uma época do ano especial, mas, também, complexa. Não raro, pessoas se deixam tomar por melancolia, pois perderam alguém querido ou vivem solitárias. Outras se envolvem num frenesi de compras e eventos, os quais mal lhes deixam perceber a passagem do tempo. No que se… Compartilhe! Leia mais
Concisão e densidade: apresentando os microcontos Publicado em 30/04/202130/04/2021 Por: Cristina Vergnano Recentemente, participei de um concurso de microcontos. Achei a experiência tão interessante, que decidi inserir uma nova seção aqui no ToV, dedicada aos micro/minicontos. Mas, do que se trata exatamente? Os contos, de modo geral, devem narrar uma história breve, marcada por um único conflito. Esta é… Compartilhe! Leia mais
E por falar em “a gente era assim” Publicado em 15/04/202317/04/2023 Por: Cristina Vergnano Terminei, na quinta-feira passada, a leitura de “a gente era assim”, último livro de Luiz Antonio Aguiar, com lançamento marcado para 18 de abril de 2023, na Janela Livraria, Rio de Janeiro. Teria, sem dúvida, a concluído antes — não por ser uma publicação breve (73 páginas)… Compartilhe! Leia mais