Taquiprati: leituras instigantes para refletir durante a Covid-19

Por: Cristian Vergnano

Hoje tive o prazer de ler mais uma crônica do Bessa (“Na quarentena: isolados sim, sozinhos nunca!”) e decidi compartilhá-la com vocês. Já sei!… Vão me perguntar: “quem é esse tal Bessa, de quem fala com certa intimidade?”. Bem… trata-se de um amazonense, professor universitário da Uni-Rio e da UERJ (ambas universidades públicas sediadas no Rio de Janeiro), graduado em Comunicação Social e doutor em Letras. Seu nome completo é José Ribamar Bessa Freire e coordena o Programa de Estudos dos Povos Indígenas da Faculdade de Educação da Uerj. Quanto à intimidade, fomos colegas na mesma universidade (a Uerj), embora em faculdades diferentes. Ele é uma pessoa legal, com um olhar crítico aguçado e que escreve muito bem.

“E o que isso tem a ver com as leituras instigantes para o período de quarentena que agora vivemos?” – insistirão vocês… Pois é isso! Ele escreve bem. Tem um texto fluído, leve e profundo ao mesmo tempo, bom para colocar o pensamento em marcha. Nem todos concordarão com a totalidade das suas ideias. Mas é assim mesmo! Na diversidade, na diferença de opiniões, na argumentação consciente, na troca e no diálogo educados, crescemos e, daí, nascem as decisões e ações necessárias para o bem-estar coletivo.

O site dele é o: http://taquiprati.com.br/ e a crônica “Na quarentena: isolados sim, mas sozinhos nunca!” é a mais recente (http://taquiprati.com.br/cronica/1514-na-quarentena-isolados-sim-sozinhos-nunca). Ela vale muito a pena, porque traz olhares bem particulares sobre a situação que estamos vivendo e que podem ser complementares a tudo o quanto vem sendo dito.

O Taquiprati foi ao ar na web em 2000, filho e herdeiro (por assim dizer) da coluna semanal escrita num jornal de Manaus. Está em sua quarta versão (maiores detalhes, inclusive sobre a escolha do nome, em: http://taquiprati.com.br/historia). Traz muito das origens de crítica social e política, mas não apenas isso. Aliás, para quem tem interesse em conhecer mais sobre nossos índios e sua cultura, achará ali um espaço que acrescenta. Mas, não é só isso. Além dos aspectos críticos e reflexivos, há muita presença de aspectos culturais diversos, nas tramas dos textos de Bessa. Tudo fruto da mente e do trabalho de alguém que, se vê, leu e lê muito, participa, aprende, contribui e ensina.

Nesses tempos de recolhimento forçado, quando nos cabe certo silêncio que abre as portas para escutar (a nós mesmos e aos demais), fica a sugestão de leitura, de passeio por crônicas muito ricas, polêmicas e desafiadoras. Boa leitura!

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