Ir para o conteúdo
Tecendo o verbo
Tecendo o verbo

A palavra criativa em versão hipertextual

  • Pra começo de conversa
  • Quem sou eu
  • Seções
    • Digicrônicas
    • Opinião bit a bit
    • Hipercontos
    • Narrativas breves on-line
    • Web-papo
    • Folhetim virtual
    • Garotada Tec
    • Projeto Crianças na quarentena
  • Novidades
  • ToV Interativo
    • Outras vozes
    • Outros pensamentos
  • Grupo Traçando
    • Traçando para o mundo
    • Só entre nós
    • Documentos do Traçando
  • Políticas do ToV
    • Política de privacidade
    • Política de uso do blog
    • Política de publicação de outras autoras e autores no ToV
Tecendo o verbo
Tecendo o verbo

A palavra criativa em versão hipertextual

Siga-me

Transitoriedade da ciência

Publicado em 24/09/202124/09/2021 Por Cristina Vergnano

Por: Cristina Vergnano

Alguém se lembra das frases: “Minha vizinha tem muitas joias, só usa na primavera”, ou ainda, “Minha velha traga meu jantar: sopa, uva, nozes, pão”? Quem viveu e estudou entre 1930 e 2006 deve ter ouvido ou usado uma delas em alguma ocasião. São fórmulas mnemônicas para a ordem dos nove planetas do sistema solar, incluindo Plutão. Pessoalmente, eu acho a segunda complicada, pois não há garantia de manter a ordenação correta dos elementos do jantar (algo a mais para decorar). Afinal, por que a uva teria de vir antes das nozes, ou o pão não poderia aparecer logo após a sopa?

Seja como for, ambas perderam a utilidade, ao menos em parte, depois de 2006, quando Plutão deixou de ser considerado o nono planeta a circundar o Sol. Isso mesmo: foi rebaixado à categoria de planeta anão!

Então, estamos combinados. Nosso sistema tem oito planetas, certo? Mais ou menos. Quer dizer, tem, provisoriamente. Navegando por jornais, acabei encontrando uma matéria do El País, publicada no último 14 de setembro, que me chamou atenção: “Planeta 9, ou Planeta X, um novo membro do clube Sistema Solar?” Dado que Plutão saiu da contagem, tenho de supor pelo título que os astrônomos estão à caça de um novo planeta. Aproveitaram, inclusive, a mesma nomenclatura atribuída ao “anão destituído”, lá pelos anos 1900, antes de ele ser identificado com certeza: Planeta X. Os indícios científicos da hipotética existência têm relação com estudos sobre órbitas e forças gravitacionais entre os corpos celestes do sistema, particularmente, os gigantes gasosos em seus limites e os do Cinturão de Kuiper. Os padrões observados supõem a presença de um grande corpo celeste, com muita massa e de difícil detecção.

E agora, como ficamos? Em que acreditar?

Hoje, a ciência é parte ativa do nosso cotidiano. Nunca havíamos visto termos da esfera acadêmica, tais como “clonagem”, “DNA”, “efeito estufa”, “micro-ondas”, entre outros, circularem de forma tão frequente nas bocas, fazendo parte do conhecimento popular. Apesar dessa intimidade, constatamos, paradoxalmente, a coexistência de comportamentos anticientíficos: terraplanismo e grupos conta vacina, por exemplo. Alguém argumentaria que essa instabilidade nas verdades científicas teria certa culpa pela descrença.

Pode ser… Precisamos, contudo, considerar que tais verdades não são perenes, mas transitórias. Aprofundamentos nos estudos podem (e frequentemente o fazem) trazer novas evidências, permitindo rever conceitos, seguir caminhos diferentes, descrever fenômenos até então desconhecidos. Isso não deveria levar à banalização da ciência, nem ao seu descrédito, mas servir para estimular a jornada científica.

Antes de Plutão, havia oito planetas no sistema solar. No meu tempo de escola, eram nove. Hoje, voltamos aos oito, com a perspectiva, porém, de encontrar algo novo, além de Netuno. Se isto não servir para nada mais, atiçará nossa curiosidade e imaginação. Em tempos pandêmicos, bem que andamos precisados.

Visualizações: 787
Compartilhe!
Digicrônicas ciênciaPlaneta XPlutãotransitoriedade

Navegação de Post

Postagem anterior
Próxima postagem

Postagens relacionadas

Vai ser legal!

Publicado em 13/10/202413/10/2024

Por: Cristina Vergnano A todas as crianças e à criança que existe em cada uma e cada um de nós, abertas à fantasia, capazes de descobrir beleza e encantamento nas mudanças. — Celina, na sexta-feira, vamos fazer uma viagem de avião — foi a novidade que mamãe contou na hora…

Compartilhe!
Leia mais

Tempo que flui

Publicado em 22/07/2025

Por: Cristina Vergnano O tempo é uma coisa engraçada. Às vezes, parece que voa e nos atropela. Em outras ocasiões, sentimos como se tivesse parado de repente, estagnando tudo junto com ele. Há, também, momentos nos quais podemos jurar que retrocedeu e nos fez dar vários passos para trás. Isso,…

Compartilhe!
Leia mais

Águas de infância

Publicado em 04/11/2022

Por: Cristina Vergnano Ao sair pro médico, passei pelo edifício da minha infância e juventude. Chovia. O guarda-chuva não me deixava ver direito os detalhes, mas eu sabia que quase nada havia mudado. Na pressa, tive pouco tempo pra me deter e apreciar o ambiente. Ainda assim, lancei um olhar…

Compartilhe!
Leia mais

Deixe um comentário Cancelar resposta

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

Acessar o site

  • Cadastre-se
  • Acessar
  • Mapa do site

Postagens recentes

  • Meditação
  • Encanto lunar
  • Nós em vídeo # 60
  • Ata da quinquagésima nona reunião do Grupo Traçando
  • Ata da quinquagésima oitava reunião do Grupo Traçando

Comentários

  • Cristina Vergnano em Meditação
  • Paula Piano Simoes em Meditação
  • Cristina Vergnano em A palavra tecida faz aniversário
  • Ale Ramos em A palavra tecida faz aniversário
  • Cristina Vergnano em Tempo que flui

Arquivos

Categorias

©2026 Tecendo o verbo Tema WordPress por SuperbThemes