Perspectivas Publicado em 08/10/202108/10/2021 Por Cristina Vergnano Por: Cristina Vergnano Karine tinha passado a manhã ansiosa para mostrar à sua melhor amiga algo no celular. No pátio do recreio, puxou-a e disse: – Ouve que legal o meu irmão gravou de madrugada. – O quê? Barraco? Gemidos apaixonados? – Não, Lara. Que mania de fofoca! Escuta. – Cruzes! Parece uma gargalhada sinistra. – Fala sério! É uma corujinha do mato. Agora, temos uma lá na rua. – Jura?! E você já viu? – Nunca. E nem sempre a gente consegue escutar. – Uhmmm, preocupante… – Também acho. Coitada! Perdeu a casa na mata e veio morar na cidade. – Não, não é isso, Kaká! – Hã???? – Coruja é bicho de mau agouro. Quando some, deve estar caçando almas em outro lugar. Você devia agradecer se ela for embora de vez. – Ai, ai! Uns nascem pra ciência, enquanto outros nem a ciência consegue explicar. Visualizações: 387 Compartilhe! Narrativas breves ciênciacorujinha da matamau agouro
Série metamorfoseando o dia a dia – 1. Cotidiano Publicado em 11/03/202211/03/2022 Por: Cristina Vergnano Acordou sobressaltada em meio a um sonho bom. Confusa e cansada, deu-se conta do despertador. Esticou o braço para golpeá-lo com fúria. Gesto inútil, pois esse continuou tocando, alimentando seu mau humor. Insistia, aliás, sempre, até que ela se levantasse e entrasse no jogo. Karma cotidiano: quilos… Compartilhe! Leia mais
Sobre vitrola e montanha russa Publicado em 11/02/2022 Por: Cristina Vergnano Minha prima veio passar a tarde comigo. Seria perfeito, se o dia não tivesse começado com briga. Escondido no quarto, ouvi a voz do pai, uns ruídos e a porta batida com força. Saí quando tudo acabou e vi o rosto triste da mãe, sem o habitual… Compartilhe! Leia mais
Com jeito de medievo Publicado em 26/08/202227/08/2022 Por: Cristina Vergnano Deslocava-se às pressas pelas calçadas encardidas, já atrasado pro médico. Ali, ziguezagueou entre montes de lixo, ora agrupados, ora esparramados sem pudor pelo caminho. Lá, se desviou do fio elétrico frouxo, cheio de pombos prontos pra lançar suas bombas. Ao atravessar a rua, onde corria o trecho… Compartilhe! Leia mais