(S/C)EM PALAVRAS Publicado em 22/02/202421/02/2024 Por Cristina Vergnano Por: Cristina Vergnano Acordei decidida a escrever antes de qualquer outra coisa (e olha que muitas tarefas me esperavam). Não é que eu não estivesse sendo produtiva nestas semanas, escrevinhantemente falando, apesar de ter deixado o Tecendo o verbo um pouco órfão nos últimos tempos. Tenho, inclusive, alguns textos com potencial encaminhados e várias crônicas para a Revista Entre Poetas & Poesias, na qual sou colunista desde o final de janeiro. O “novo normal” pós-pandêmico, contudo, trouxe de volta toda a agitação e demandas anteriores, como se nada tivesse mudado (e mudou, com certeza), roubando-nos os espaços conquistados durante o isolamento. Ademais, ainda não tinha conseguido alcançar a meta fixada por mim mesma para estes dias. No entanto, defini amanhã, quinta-feira, como minha deadline. Então, só restava me sentar e por mãos à obra. No momento da escrita, a rua estava viva de ruídos: cães, crianças, pássaros cantando, alguma ferramenta elétrica e o vizinho de cima escutando jazz e bossa nova. Meu relógio, tipo pulseira inteligente, me dizia que o sono tinha sido legal, apenas com um pouco mais de REM do que o devido. Talvez fosse isso: os sonhos haviam estimulado minha musa. Seja como for, a deadline se impunha. Coloquei-me diante do computador e, antes de começar, já com ideias pululando na cabeça, decidi escolher uma fonte courrier. Queria, durante o processo, mesmo sabendo que no blog a formatação seria diferente, me sentir diante de uma antiga máquina de escrever, voltar ao passado para recuperar a essência da palavra. Saudosismos românticos, talvez… Mas, afinal, o que veio antes: pensamentos ou palavras? O que nos fez seres humanos e nos permite, de forma arrogante na atualidade, nos inserirmos num antropoceno? No início foi o verbo e tudo se fez? A palavra pode ser algo muito forte, transformador e, todavia, também banal e vazio. Tomemos, como exemplo, por um lado, o peso de uma calúnia ou xingamento, a transcendência do perdão, o aconchego da acolhida, o estímulo do incentivo, a fertilidade da criação. E, por outro, observemos a falta de sentido das promessas de boca, das declarações verbais de amor repetidas mecanicamente, dos convites pro forma. Sem querer cair num clichê, mas reconhecendo a sabedoria popular, tudo tem dois lados e, com a palavra, não poderia ser diferente. Portanto, me cabe, aqui, reconhecer sua grandeza e sua futilidade, caminhando de mãos dadas, reforçando a dicotomia presente em todas as pessoas. E, por que escolhi escrever sobre ela? Porque, tendo em mente o Grupo Traçando de escritores, criado por mim em 2021, me senti inspirada por quem somos e o que fazemos. Queria, agradecer os textos que construímos, saudar o novo ciclo que se inicia em 2024 para cada um de nós, e, ao mesmo tempo, homenagear minhas e meus companheiros traçantes. Afinal, traçar palavras para tecer sonhos e emoções é parte de nossa existência. E a palavra é nossa ferramenta. Sendo assim, deixei de lado a contista de fantasia, tão presente no grupo, para me revestir da cronista que trago na alma, na mente e nas pontas dos dedos. Registrar um pedaço de nosso cotidiano comum, tão vital e cheio de contradições, conflitos e inspirações, era preciso em sua imprecisão. Palavras e pensamentos brotam, crescem, fogem de nós já maduros, para invadir o mundo e criar, quem sabe, realidades alternativas, transformadoras e restauradoras. Nota da autora: Esta crônica foi criada em dezembro de 2023, como um presente literário para os traçantes, em nossa confraternização de final de ano. Para postá-la aqui no Tecendo o verbo, fiz alguns ajustes em relação ao texto original. Visualizações: 51 Compartilhe! Digicrônicas escritapalavratraçantes
Porque somos parte de alguém Publicado em 12/05/202408/05/2024 Por: Cristina Vergnano Ninguém é ex-mãe. Ninguém jamais será ex-filha, ou ex-filho. Por mais conflituosa que seja a relação, teremos sempre um útero para chamar de nosso lugar de origem. Enquanto formos seres humanos e a humanidade existir (e se perpetuar) tal como é e foi, esta será uma verdade…. Compartilhe! Leia mais
Recomeçamos a caminhada rumo à luz Publicado em 02/04/202102/04/2021 Por: Cristina Vergnano No último 28 de março, com o Domingo de Ramos, abrimos a Semana Santa e reiniciamos nossa caminhada anual rumo à Páscoa de Cristo. Ao longo das várias cerimônias que marcam este tempo litúrgico na igreja católica apostólica romana, somos convidados a seguir os caminhos tomados por… Compartilhe! Leia mais
Habemus Papam Publicado em 08/05/2025 Por: Cristina Vergnano “A paz esteja com vocês. Deus nos ama, Deus ama a todos.” Assim se dirigiu aos fiéis, presentes na Praça de São Pedro ou nos meios de comunicação, o papa Leão XIV, em seu discurso após a eleição, na noite de 08 de maio de 2025. Ele… Compartilhe! Leia mais