Encanto lunar Publicado em 28/08/202630/08/2026 Por Cristina Vergnano Por: Cristina Vergnano O céu noturno sempre me apaixonou. Não sei se por eu ser uma pessoa notívaga, se pelos mistérios que oculta, as muitas lendas ligadas a ele, ou o meu gosto por ficção científica. O fato é: houve época em que cogitei ser astrônoma. Lembro-me de uma luneta comprada por meu pai, na minha infância, usada por nós para olhar a lua e as estrelas. Claro, ao vivermos numa cidade grande, a luz artificial sempre minimizou o brilho celeste, mesmo várias décadas atrás. Era mais fácil aproveitar o instrumento nas visitas aos meus avós, em Miguel Pereira, ou em alguma viagem ao interior. Nos últimos anos, aconteceram vários eventos astronômicos interessantes: eclipse solar, chuvas de meteoros, alinhamento de planetas, luas de sangue, auroras boreais e eclipses lunares. Nem sempre estiveram visíveis no Brasil, porém, em muitas das ocasiões nas quais estariam, o clima não colaborou. Ontem, o dia esteve cinzento, com uma peneirinha demandando guarda-chuva. À noite, recebi a newsletter de um jornal digital, anunciando o eclipse da lua de 27 para 28 de agosto. Recordei ter ouvido algo a respeito antes, mas ignorei, pois, com aquele tempo, seria improvável enxergar algo. Sequer pensei em conferir a visibilidade. Fotos: Solange Vergnano (27 e 28/08/2026) Estava me preparando para dormir, quando minha irmã me mandou uma mensagem de texto falando sobre o eclipse. Era quase uma da manhã, do dia 28. Argumentei que haveria nuvens e não daria para ver nada. Ela respondeu, simplesmente: “Está limpíssimo.” Depois, me mandou fotos. Foto: Cristina Vergnano (28/08/26) Diante da informação, comecei a buscar um pedaço de céu visível. Isso costuma ser um problema, por eu morar no térreo e de fundos. Nesta madrugada, contudo, minha boa estrela estava brilhando. Na nesga estreita entre meu prédio e o vizinho, pela janela do escritório, olhei para o alto e lá estava ela: uma lua cheia escurecida, já iniciando o processo de reaparecer, com o afastamento da sombra terrestre. Fiquei pouco mais de uma hora observando e tirando fotos. Na última delas, o satélite, que avançava por sobre um telhado já quase sumindo do meu campo de visão, tinha a metade iluminada. Foi uma delícia, uma grata surpresa para embalar meu sono e provocar o desejo de registrar a ocasião nesta crônica. Espero que vocês tenham podido apreciar o espetáculo, se não, sorte no próximo. Daqui a milhões de anos (ou seriam bilhões?), dizem, a lua terá se afastado tanto da Terra que será impossível ficar totalmente coberta pela sombra de nosso planeta. Até lá, quem sabe por onde andará a humanidade, não é? Aqui e agora, vale desfrutar maravilhas como essa e nos encantarmos com os milagres da natureza. Visualizações: 40 Compartilhe! Digicrônicas desfruteeclipselua
Fala sério! Publicado em 23/10/2021 Por: Cristina Vergnano O despertador tocou às 9h. Tarde? Preguiçosa, eu? Qualé? Menos! Fui dormir às 4h debruçada em relatórios e planilhas no computador. Maldita pandemia. Maldito trabalho remoto. Maldita empresa, mesmo pagando as minhas contas. Nem saí da cama e já liguei o celular, claro. Droga: 120 alertas! A… Compartilhe! Leia mais
Impressões Publicado em 13/08/202013/08/2020 Por: Cristina Vergnano Estamos, mais ou menos, a meio inverno. A estação começou no dia 20 de junho. Enquanto registrava essas ideias, 51 dias se haviam passado e faltavam ainda 43 para a primavera, que só iniciará em 22 de setembro. A sensação quando saí para caminhar naquele dia, no… Compartilhe! Leia mais
Quando a nossa criatividade rompe barreiras e vence crises Publicado em 07/04/202004/04/2020 Por: Cristina Vergnano Para minha mãe, minhas tias e meu tio… e todos os bravos idosos que sonham seus sonhos durante esta pandemia. Há alguns anos, ela vivia sozinha em sua casa, num bairro da zona norte da cidade. Isso foi logo depois da morte de seu marido. Os filhos… Compartilhe! Leia mais