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Perspectivas

Publicado em 08/10/202108/10/2021 Por Cristina Vergnano

Por: Cristina Vergnano

Karine tinha passado a manhã ansiosa para mostrar à sua melhor amiga algo no celular. No pátio do recreio, puxou-a e disse:

– Ouve que legal o meu irmão gravou de madrugada.

– O quê? Barraco? Gemidos apaixonados?

– Não, Lara. Que mania de fofoca! Escuta.

– Cruzes! Parece uma gargalhada sinistra.

– Fala sério! É uma corujinha do mato. Agora, temos uma lá na rua.

– Jura?! E você já viu?

– Nunca. E nem sempre a gente consegue escutar.

– Uhmmm, preocupante…

– Também acho. Coitada! Perdeu a casa na mata e veio morar na cidade.

– Não, não é isso, Kaká!

– Hã????

– Coruja é bicho de mau agouro. Quando some, deve estar caçando almas em outro lugar. Você devia agradecer se ela for embora de vez.

– Ai, ai! Uns nascem pra ciência, enquanto outros nem a ciência consegue explicar.

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Narrativas breves ciênciacorujinha da matamau agouro

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