Ir para o conteúdo
Tecendo o verbo
Tecendo o verbo

A palavra criativa em versão hipertextual

  • Pra começo de conversa
  • Quem sou eu
  • Seções
    • Digicrônicas
    • Opinião bit a bit
    • Hipercontos
    • Narrativas breves on-line
    • Web-papo
    • Folhetim virtual
    • Garotada Tec
    • Projeto Crianças na quarentena
  • Novidades
  • ToV Interativo
    • Outras vozes
    • Outros pensamentos
  • Grupo Traçando
    • Traçando para o mundo
    • Só entre nós
    • Documentos do Traçando
  • Políticas do ToV
    • Política de privacidade
    • Política de uso do blog
    • Política de publicação de outras autoras e autores no ToV
Tecendo o verbo
Tecendo o verbo

A palavra criativa em versão hipertextual

Siga-me

Mãe é mãe

Publicado em 11/05/202511/05/2025 Por Cristina Vergnano


Por: Cristina Vergnano

— Mamãe, isso!

— Mãe, aquilo!

— Manhêêêê!!!

— Por favor, eu sei que sou mãe. Dá um tempinho, vai?!

***

Não tem jeito… A gente pode até tentar, mas não consegue evitar repetir à exaustão o vocativo. E é irrelevante se nos referimos às mães biológicas, ou adotivas. Mãe é mãe e filhos são filhos. Não existe isso de ex-mãe. Mesmo as falecidas estão cravadas nos corações e memórias afetivas: voltam de forma recorrente aos nossos pensamentos e palavras.

O mês de maio me é, pessoalmente, significativo. Minha mãe fazia aniversário no dia 7, faleceu no dia 1º e, óbvio, era celebrada no segundo domingo do mês. Em termos sociais, bem sei que esta data comemorativa tem forte apelo comercial, que há pessoas órfãs cuja referência a uma mãe inexistente causa dor e que, nem sempre, a maternidade acontece de maneira feliz e saudável. Apesar disso, não dá para ignorar o dia. Enquanto não fizermos parte de uma sociedade de Admirável Mundo Novo, na qual famílias e relações parentais sejam aberrações primitivas relegadas ao passado, pensaremos em quem ocupa esse lugar.

Na semana passada, um noticiário mostrou a cena de uma mulher desesperada ante o filho preso por assalto a ônibus. Ela se ressentia do presente que estava recebendo pelo Dia das Mães e dizia não o ter criado para isso. Que mãe o faria? — podemos nos perguntar.

Imagino o padecimento daquela senhora. Ninguém quer ver seus entes queridos trilhando caminhos perigosos ou ruins e, sem dúvida, não gostariam de presenciar sua desgraça. Claro que, ao sabê-los culpados, lamentarão, reconhecendo, porém, a necessidade de serem punidos. Apesar disso, creio ser impossível não se afligirem com sua queda.

Assim como lemos no episódio da Paixão de Cristo ou nas imagens de Nossa Senhora da Piedade ou das Dores, muitas, como Maria, têm de chorar as perdas precoces ou as torturas de seus rebentos. Estarão igualadas, em certa medida, à mãe do assaltante do ônibus, pois, seja pela morte ou pelo descaminho, tais mulheres terão presenciado, sentido e agonizado a ausência de suas crianças. Sim, porque, opino, não importa a idade, filhos são sempre crianças aos olhos maternos.

Então, o segundo domingo de maio é dia de celebrar. Cantemos a memória das mães que se foram, como a minha; daquelas cuja vida lhes roubou os filhos; das que, por algum motivo, não conseguiram (ou conseguem) vivenciar o papel; das mães biológicas e das adotivas. Cantemos, pois não somos filhos de chocadeira, não surgimos num laboratório e temos uma origem humana, com suas imperfeições e belezas. Em algum lugar, real, virtual, espiritual ou simbólico, há um colo para nos aconchegar e uns braços que amarão abraçar nosso carinho. Feliz Dia das Mães, hoje e a cada amanhecer!

Visualizações: 90
Compartilhe!
Digicrônicas dia das mães

Navegação de Post

Postagem anterior
Próxima postagem

Postagens relacionadas

Uma petição fantástica

Publicado em 31/10/202431/10/2024

Por: Cristina Vergnano Só algo assim para me arrancar da rede e fazer sentar diante do computador, a fim de escrever o relato que agora lhes conto. Era uma tarde de modorra e, talvez por essa razão, vocês possam não dar crédito, ou sequer considerar seriamente o episódio. Nem os…

Compartilhe!
Leia mais

Diabo de verão

Publicado em 12/01/2024

Por: Cristina Vergnano Raio de calor anda fazendo! Está um verdadeiro inferno, do jeito que apenas o diabo gosta. Só que não, né? Uma sobrinha de oito anos esteve no Rio, depois do Ano Novo, e decidiu fazer uma série de vídeos sobre a cidade para seu canal. Como boa…

Compartilhe!
Leia mais

Ventos de outono

Publicado em 30/04/202230/04/2022

Por: Cristina Vergnano Estamos quase na metade da estação. Quarenta e dois dias já se foram; restam, ainda, cinquenta e um. Por que, então, falar sobre ela justo agora, transcorridas tantas semanas? É que, ao sair à rua ontem no final da manhã, apesar de estar quente (um pouco incomum…

Compartilhe!
Leia mais

Deixe um comentário Cancelar resposta

Você precisa fazer o login para publicar um comentário.

Acessar o site

  • Cadastre-se
  • Acessar
  • Mapa do site

Postagens recentes

  • Meditação
  • Encanto lunar
  • Nós em vídeo # 60
  • Ata da quinquagésima nona reunião do Grupo Traçando
  • Ata da quinquagésima oitava reunião do Grupo Traçando

Comentários

  • Cristina Vergnano em Meditação
  • Paula Piano Simoes em Meditação
  • Cristina Vergnano em A palavra tecida faz aniversário
  • Ale Ramos em A palavra tecida faz aniversário
  • Cristina Vergnano em Tempo que flui

Arquivos

Categorias

©2026 Tecendo o verbo Tema WordPress por SuperbThemes